Eleito pela primeira vez presidente da Junta de Freguesia da Carapinha, José Santos partilhou com o Notícias de Tábua as prioridades para a freguesia que é conhecida pela força do seu setor empresarial. A conclusão do saneamento básico surge no topo.
Notícias de Tábua – Estamos na Zona Empresarial da Carapinha, era um projeto muito ansiado pela Freguesia e representa um dos maiores investimentos dos últimos anos nesta Freguesia. Este pode ser um projeto âncora para impulsionar o desenvolvimento deste território?
José Santos – Sim, é uma obra que já há muitos anos andava a ser projetada pela anterior Junta de Freguesia. Foi uma obra da Câmara Municipal e, com fundos, foi possível realizarmos a Zona Empresarial. Está à espera das empresas que queiram cá investir. Estamos abertos, assim como a Câmara Municipal também, que é a entidade gestora, estamos cá para apoiar no que for preciso, dentro as nossas possibilidades. A Junta de Freguesia estará disponível para colaborar com as empresas que se queiram cá instalar.
NT – Espera que este projeto possa impulsionar então a atração de novas empresas e também fixar mais pessoas na freguesia?
José Santos – Sim, isso é um dos temas que nós temos em mente, é que venham as empresas, que se fixem pessoas. Neste momento, a Carapinha é uma freguesia em que, praticamente, não há casas para arrendar e, qualquer casa que haja, é logo arrendada. Nós temos também um projeto de construção de uma zona de alojamento urbano, que está em fase de estudo, para podermos atrair mais pessoas. Mas, são obras que demoram tempo.
NT – É presidente da Junta de Freguesia pela primeira vez, este é o primeiro mandato, aliás eleito em lista única pelo Partido Socialista, já fez um diagnóstico daquilo que são os problemas da freguesia e os desafios? Se tiver de elencar prioridades, quais são as prioridades para este mandato?
José Santos – Sim, nós temos prioridades. Uma das prioridades que nós sempre manifestámos quando nos candidatámos, foi acabar o saneamento na parte da freguesia que falta para acabar, que é a localidade de Moita da Serra e do Avelar. Esta é uma das obras que queríamos mesmo concluir, para pararmos de ter ter estradas com mau piso. Mas sei que não é fácil, isso vai demorar algum tempo, mas é uma das obras que temos como prioridade fazer.
Temos mais obras, temos um parque de estacionamento que foi começado pelo anterior executivo. E temos várias obras que é preciso fazer e outras que vão surgindo diariamente. A água é explorada pela freguesia e, constantemente, há rotura e obras para fazer, só por causa da água.
Mais há mais. Temos muita coisa para fazer, muito trabalho pela frente. Embora seja uma freguesia pequena, temos sempre muita obra a fazer e cá estamos para trabalhar e para concluir essas obras.
NT – Falou na questão da água. Pretende que seja a Junta a manter a gestão do abastecimento de água à população?
José Santos – Sim. Para já, a Junta tem esse compromisso e a água é explorada pela Junta, todo o processo de água é feito pela freguesia. Sabemos que as entidades competentes estão a apertar, para que seja entregue a outras companhias, a outras empresas. Vamos aguardar, vamos ter reuniões futuramente para tentar resolver esse problema de maneira que seja bom para todos.
NT – Esta é também uma freguesia com uma mancha florestal significativa. Tem algum projeto para, de certa forma, ordenar a mancha florestal da freguesia?
José Santos – Sim, nós temos uma mancha florestal na freguesia. Aliás, nossa zona industrial, temos uma área que está alugada. São parcelas que estão alugadas. Temos agora uma parcela que está desativada, que não foi alugada, e já houve propostas para fotovoltaicos. São assuntos que temos que levar à Assembleia para serem discutidos, para ver se é benéfico para a freguesia ou se não é.
NT – A Carapinha é uma freguesia com uma tradição empresarial muito forte…
José Santos – Sim, nós temos muitas empresas na freguesia, algumas já com alguns anos, outras novas, e esperamos que venham mais. Temos aqui a área empresarial e esperamos que venham mais empresas. A freguesia tem algumas empresas, indústrias, comércio local e restauração. Acho que está bem equipada.
NT – Falou na questão dos painéis fotovoltaicos e da freguesia poder receber um parque fotovoltaico. Isso está em cima da mesa?
José Santos – Sim, isso já foi um assunto. Já foi apresentada a proposta numa assembleia do anterior executivo. Não foi aprovada. Está em cima da mesa. Há propostas e temos que ver se é rentável, se é viável, se fica bem colocado, se não fica, tem que ser estudada essa solução. Por enquanto, ainda está só em análise e em debate, porque são projetos que nem sempre são pacíficos e que nem sempre são muito bem aceites pela população. Mas, isso está em cima da mesa, já houve contactos de empresas para instalar e vamos ver como é que vai ser.
NT – Qual é a sua opinião enquanto autarca?
José Santos – Eu, por mim, não sou contra isso, mas gosto mais de ver a paisagem, com árvores e mesmo com eucalipto, que não é uma árvore que a gente gosta muito. Mas, na minha opinião eu preferia. Se a assembleia aprovar, se for tudo aprovado, e se os contratos forem viáveis para a freguesia, vou dizer que não? Mas, na minha opinião, para já, não acho que isso seja uma mais-valia, nesta localidade, Nesta posição, neste sítio onde querem instalar isso, na minha opinião, acho que não é viável. Há contactos feitos, temos de dar andamento aos contactos. Aliás, são coisas que têm de ser levadas à Assembleia.
NT – Como é que tem sido a relação com o executivo municipal, liderado por Ricardo Cruz?
José Santos – A relação com o município, principalmente com o seu presidente e com o resto dos membros da equipa, é boa. O futuro vai dizer, mas para já acho que está tudo a correr bem.
E, desde já, queria desejar um bom Natal a todos os tabuenses, todos os carapinhenses e a todas as pessoas.
NT – Gostava de receber alguma prenda de Natal para a sua freguesia?
José Santos – Gostava que o processo de saneamento tivesse andamento e que fosse feito o mais rápido possível, que é um desejo que todos nós temos, nós como autarcas e a população em geral, que todos os dias fala nessa situação.










