A população do concelho de Tábua conta, desde março de 2020, com um projeto de intervenção social que já prestou auxílio a cerca de 530 pessoas nas áreas do emprego, da família e capacitação do desenvolvimento comunitário.
Na versão de “quarta geração (4G)”, o Contrato Local de Desenvolvimento Social (CLDS) – Viver Tábua marca pela diferença pelo “trabalho de proximidade e sistemático” que mantém com os seus destinatários.
“Até ao momento já beneficiaram da nossa intervenção 530 pessoas”, avança Pedro Cardoso, coordenador da equipa multidisciplinar constituída por mais quatro elementos: Ana Reis (psicóloga), Sara Santos (assistente social), João Fernandes (animador socioeducativo) e Vanda Mota (técnica de Ciências da Educação). “Permite um trabalho multidisciplinar, partilha de conhecimentos de diversas áreas, o que é útil para o projeto”, considera o responsável, sociólogo na equipa que coordena.
O “CLDS4G – Viver Tábua”, que tem o Município de Tábua como entidade promotora e a Santa Casa da Misericórdia de Tábua, como entidade executora, é de abrangência concelhia, pelo que “qualquer pessoa ou família pode beneficiar” das atividades que são promovidas ao nível dos três eixos de ação: Emprego e Qualificação (Eixo I); Intervenção familiar e parental (Eixo II) e Auxílio à Intervenção Emergencial às populações inseridas em territórios afetados por calamidade (Eixo IV).
“Os três eixos estão a decorrer em simultâneo, sendo que, em cada eixo existe um conjunto de atividades com objetivos traçados que pretende dar resposta a alguns problemas que foram diagnosticados no concelho”, acrescenta. Pedro Cardoso destaca ações destinadas “à capacitação do emprego” e “dinamização do empreendedorismo (Eixo I); “o trabalho com famílias sinalizadas, a promoção de competências parentais, o apoio ao estudo e a prevenção primária de violência em contesto escolar” (Eixo II); “a promoção do associativismo e estímulo à criatividades e inovação e a realização de atividades junto da população sénior em que se pretende combater o isolamento”, de que são exemplo os projeto “Ativamente à Janela” e “Voluntariado de Proximidade” (Eixo IV). “Vamos junto destas pessoas com uma periodicidade quinzenal”, refere Pedro Cardoso.
Volvidos dois anos desde o início do projeto, o balanço “é muito positivo”, por permitir um trabalho “descentralizado” e “sistemático”. Pedro Cardoso destaca ainda a “abrangência” do CLDS4G – Viver Tábua, possibilitando uma intervenção “holística”, em que os destinatários “podem participar em mais do que uma atividade”. No sucesso do projeto, o coordenador destaca a “importância da rede de parceiros”, nomeadamente instituições e juntas de freguesia, que facilitam a resolução de qualquer problema que surja na dinamização das atividades. “O projeto assim consegue fluir”, conclui.










