Depois de ter visitado o espaço ainda em obras, o Ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, voltou esta segunda feira a Tábua para cumprir o prometido: inaugurar o novo Centro Municipal de Proteção Civil. Um projeto que tinha sido apresentado há um ano ao governo precisamente neste dia que Tábua instituiu como Dia Municipal da Coesão.

Localizado num edifício junto ao Espaço Cultiva e aos estaleiros municipais, o novo Centro Municipal de Proteção Civil está equipado com um avançado sistema de comunicações que torna o concelho mais bem preparado para enfrentar situações de risco de incêndio e catástrofes naturais, num investimento de 188 mil euros, co financiado pelo Programa Operacional 2020.
Para o presidente do Município, Ricardo Cruz, que decidiu localizar este serviço no centro de Tábua, e numa área “importantíssima” do ponto de vista estratégico, perto do parque de máquinas da Câmara Municipal e do Pavilhão Multiusos, este é “um primeiro passo para nos tornarmos mais resilientes”.
Notando que o Município não possuía de um sistema de comunicações eficiente para enfrentar cenários de catástrofe, o autarca fez notar, ainda assim, que a Proteção Civil em Tábua não é só o investimento neste centro. “Na floresta investimos mais de 1000 km2 em intervenções na rede viária e mais de 500 hectares de faixas de gestão de combustível”, sublinhou o edil, referindo ainda a aposta na constituição de uma AIGP– Área Integrada de Gestão da Paisagem, no projeto Condomínios de Aldeia, nomeadamente nas freguesias de Mouronho e Carapinha, bem como o investimento no projeto Aldeia Segura e em sistemas de videovigilância.
Acresce a tudo isto, a verificação de mais de 400 bocas de incêndio, o combate à vespa velutina e o financiamento de quatro Equipas de intervenção Permanente (duas nos BVT e duas nos BVVNO), elencou Ricardo Cruz, integrando o novo Centro Municipal de Proteção Civil no quadro do investimento e da prioridade que o seu executivo dá a este setor da segurança das populações.

Uma infraestrutura que para o Ministro da Administração Interna é um “exemplo” de como o país e cada comunidade local se devem “capacitar” para os riscos naturais, sejam eles incêndios ou intempéries no outono e no inverno. “Tábua percebeu que esta é uma das principais preocupações e prioridades da denominada segurança protetiva que tem a ver com a proteção dos cidadãos e dos territórios”, afirmou o governante, ao mesmo tempo que felicitava o Município pelo “contributo” que acaba de dar com este novo centro para a capacitação de todo o sistema nacional de Proteção Civil, e para a resiliência de um território que, pela sua natureza, é de alto “risco”.
A sublinhar que “dois terços das ocorrências têm origem no uso negligente do fogo ou no uso de máquinas agrícolas ou florestais” José Luís Carneiro deixou o apelo à responsabilidade de cada um no manuseamento deste tipo de equipamentos, sobretudo numa época como aquela que já estamos a viver, pelo que considerou da maior importância a “capacitação das pessoas” para melhorar as condições de segurança individuais e coletivas.

Neste contexto e pese embora o reforço do dispositivo de Proteção Civil, o Ministro destacou o facto de em 2022 e “pela primeira vez” o investimento de 300 milhões de euros em prevenção ter ultrapassado o investimento no combate, que se cifrou nos 200 milhões de euros. “Isto mostra a alteração do paradigma que se realizou desde 2017 ( ano dos grandes incêndios)” referiu o Ministro, constatando que esta “transformação estrutural” está a acontecer também em Tábua com investimentos em várias frentes, como aqueles que apontou o presidente da Câmara e que colocam agora o concelho na linha da frente com um serviço de Proteção Civil de nova geração.
O novo Centro Municipal de Proteção Civil é um deles, e está dotado da mais moderna tecnologia, integrando uma sala de operações com equipamentos de recolha e análise de informações emanadas do sistema nacional de Proteção Civil, um auditório para ações de formação e sensibilização, gabinetes técnicos, e ainda uma zona de apoio com camaratas, cozinha e balneários, bem como armazém para equipamentos.









