O vereador da oposição na Câmara Municipal de Tábua, Fernando Tavares Pereira, está contra a opção do executivo de não realizar a FACIT – Feira Agrícola, Comercial e Industrial de Tábua, considerando mesmo que se tratou de um “período muito negro da história do comércio e serviços de Tábua”, porque “ todos gostariam de expor os seus produtos”.
“A FACIT deveria ter seguido. Não era uma semana, eram quatro dias. Não era com artistas nacionais, era com artistas regionais, não havia problema nenhum. Não era um palco alugado, era o palco do município”, começou por considerar o eleito pela coligação PSD- CDS/PP, criticando que haja “coisas que se podem fazer e outras que não se podem fazer”.
A intervir na reunião pública do executivo que decorreu na freguesia de Póvoa de Midões, o vereador defendeu que é preciso “promover e não retirar o que custou muito a fazer ao Município”.
Afinal, entre “entradas e receitas, Fernando Tavares Pereira verifica que “os custos não são assim tantos”. “Eu faria aquilo sem praticamente custos e com muita dimensão. Era o que o nosso comércio pretendia”, insistiu o vereador que, em vários momentos da reunião de trabalho, criticou a realização de “festas” por parte do executivo, considerando que deveria antes percorrer as freguesias e identificar as suas necessidades.
Em reação, o presidente da Câmara Municipal de Tábua acusou o vereador da oposição de manifestar duas versões sobre o assunto. “Disse para o seu jornal: não há dinheiro, não façam festas. E hoje, 25 de agosto, está-me a dizer para fazermos a FACIT. Das duas uma: ou diz uma coisa, ou diz outra”, afirmou Ricardo Cruz, notando que o seu executivo “diz só uma: não há dinheiro, não há festas”.
“Tivemos a coragem de não fazer a FACIT”, sustentou ainda o autarca, avisando também que o seu executivo também não vai fazer a FACIT para o ano se o Estado cortar mais uma verba”. Ricardo Cruz garantiu que a opção é “de não realizar a FACIT, enquanto não tivermos as contas consolidadas, porque isso é enganar os tabuenses”. “Andar a empurrar o valor da dívida com a barriga não é correto”, frisou.
Até 2025, o autarca garante que o executivo que lidera “vai ter uma postura correta”. “Não sou eu que faço nenhuma intervenção de caça ao voto”, assegurou, rejeita-to também a proposta aprestada por Fernando Tavares Pereira de “redução de 5% do IRS dos tabuenses”. “Com certeza que também não podemos fazer. Precisamos das receitas, senão não temos condições para suportar os aumentos”, explicou o autarca que, na mesma reunião, alertou para o aumento dos valores de obras decorrentes da revisão de preços e subida dos custos com a iluminação (vai passar de 500 mil Euros para 1,5 milhões de Euros em janeiro de 2023).
Atendendo à preocupação manifestada por Fernando Tavares Pereira em relação à FACIT e ao setor empresarial, Ricardo Cruz desafiou o conhecido empresário a “transferir a sede social das suas empresas para o concelho de Tábua, para o Município poder receber mais um bocadito em impostos”. “Era um bom apoio”, disse o autarca. O vereador recordou que a sua “mais antiga empresa sempre teve sede em Tábua e paga impostos em Tábua”, lembrando estar ainda a aguardar um pedido de apoio para energia, que dirigiu ao anterior executivo no âmbito do projeto de vinhas e pomares em Touriz. “Como é que posso mudar, se não sou bem vindo ao concelho”, constatou.









