A Biblioteca Pública Municipal João Brandão assinalou, ao final da tarde desta segunda-feira, 20 de julho, o seu 25.º aniversário, numa cerimónia marcada pela homenagem a todos aqueles que, ao longo de um quarto de século, contribuíram para transformar este equipamento num dos principais polos culturais do concelho de Tábua.
Inaugurada em julho de 2001, a biblioteca tem vindo a afirmar-se como um espaço de promoção da leitura, do conhecimento e da cidadania, desenvolvendo iniciativas dirigidas a públicos de todas as idades e assumindo um papel central na vida cultural do município.
A diretora da Biblioteca Municipal João Brandão, Ana Paula Neves, destacou o percurso realizado ao longo destes 25 anos, lembrando que a biblioteca se tornou “muito mais do que um edifício repleto de livros”. “Tornou-se uma verdadeira casa da cultura, do conhecimento e da cidadania”, afirmou, sublinhando que o sucesso do projeto resulta do trabalho conjunto de técnicos, autarcas, professores, parceiros e utilizadores.
A responsável destacou ainda a capacidade da biblioteca para acompanhar as transformações da sociedade, mantendo-se fiel à sua missão de serviço público. “As bibliotecas continuam a desempenhar um papel insubstituível. São lugares de confiança, onde o conhecimento é organizado, o pensamento crítico é estimulado e o acesso à informação é livre, inclusivo e democrático”, referiu.
Um espaço que cresce com a comunidade
Na sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal de Tábua, Ricardo Cruz, enalteceu o trabalho desenvolvido pela equipa da biblioteca ao longo dos anos, considerando que o verdadeiro valor do equipamento está nas pessoas que lhe dão vida diariamente.
“O edifício físico desta biblioteca tem que crescer através da sua dinamização. Nada teria sido feito sem o envolvimento das pessoas”, afirmou, destacando o papel de Ana Paula Neves e da sua equipa na construção de um espaço que ultrapassa as paredes da biblioteca e chega às escolas, às instituições sociais e às famílias.
O autarca sublinhou ainda a aposta contínua do Município na área da cultura e do património, defendendo que “mais importante do que as obras físicas são as obras que ficam escritas”, e manifestou o desejo de que a Biblioteca Municipal João Brandão continue a adaptar-se aos novos desafios e tecnologias, mantendo a sua proximidade à comunidade.
Também presente na sessão, Maria João Guerreiro, em representação da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), destacou o impacto da biblioteca na vida da população ao longo dos últimos 25 anos. “Celebrar uma biblioteca pública é celebrar um compromisso com o acesso livre ao conhecimento, à leitura, à informação, à cultura e à aprendizagem ao longo da vida”, afirmou.
A vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR Centro), Sofia Carreira, sublinhou, por sua vez, o papel das bibliotecas na democratização do acesso à cultura e ao conhecimento. Apesar das transformações tecnológicas, considerou que “nada substitui esta empatia e este afeto” que caracteriza a relação entre os profissionais das bibliotecas e os seus utilizadores.
A cerimónia incluiu momentos de homenagem à equipa da Biblioteca Municipal João Brandão e a todos os que contribuíram para a sua afirmação ao longo dos últimos 25 anos, celebrando um percurso marcado pela promoção da leitura, da cultura e da participação comunitária.
Momento alto das comemorações foi também a apresentação do livro “Tábua – A Construção de um Concelho (1975-2024) da autoria de Fernando Pais, e que foi ao encontro do objetivo traçado pelo presidente da autarquia Ricardo Cruz, de edição de um livro em cada ano de mandato, perfazendo já um total de cinco obras publicadas.









