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“Até hoje não sei como consegui fugir. Se calhar não era a minha hora de ir”

Abril 16, 2025
in Atualidade, Concelho, Sociedade
Reading Time: 3 min de leitura
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“Até hoje não sei como consegui fugir. Se calhar não era a minha hora de ir”

Seis meses depois da tragédia de Vila Nova de Oliveirinha, Francisco Cunha, noivo da bombeira Sónia Melo que tombou no combate às chamas em Setembro passado, falou à SIC do dia mais negro da sua vida. A certa altura, conta ao Programa de Júlia Pinheiro, teve de fugir do fogo, e entrou em “modo de sobrevivência”, deixando para trás a namorada, o cunhado e uma amiga.

Numa altura em que já passaram alguns meses sobre a morte dos três bombeiros de Vila Nova de Oliveirinha, há um soldado da paz, Francisco Cunha, noivo, na altura, de Sónia Melo, que não quer deixar cair no esquecimento os três “heróis”.

A entrevista ao Programa de Júlia Pinheiro, da SIC, garante, é uma “homenagem a Sónia, Paulo e a Susana”, a namorada, o cunhado e a amiga, respectivamente, com que partilhou aquela que era, por ironia do destino, a sua primeira saída para combate a um incêndio florestal.

Talvez por ser a primeira vez, a namorada quis levá – lo consigo para o “tranquilizar”. Eram 5 da manhã do dia 17 de Setembro de 2024 quando saíram. O fogo, entretanto, avançava descontrolado e ameaçava atravessar o Mondego em direção à Freguesia de Póvoa de Midões, onde começaram por se posicionar. Mas Francisco sentiu logo “alguma coisa estranha” que ainda hoje não consegue explicar o quê que lhe causou um aperto no estômago”, contou na TV, falando de uma espécie de pressentimento de que “algo não estava bem” ali. E o seu instinto não se enganava. Pouco depois de começarem a esticar a mangueira, numa zona de socalcos já em Vila do Mato, o vento começa a mudar de direção, o fumo adensou-se, e em poucos minutos, deixa de ver os companheiros que estavam poucos metros à frente.

“Tive de fugir. Não olhei para trás, até hoje não sei como consegui fugir porque aquilo era um mar de chamas, tenho noção de que entrei no modo sobrevivência, não sei, se calhar não era a minha hora de ir”, relata o bombeiro que sobreviveu juntamente com o motorista e o chefe. “Cheguei ao carro quase a desfalecer, se não fosse ele(o motorista) ficávamos ali os seis”, recorda, lembrando que só passado alguns minutos “é que nos caiu a ficha”.

“Começámos a chamar por eles, depois a gritar e eles não respondiam. Eu senti logo o que tinha acontecido, estava um silêncio assustador”, contou, lembrando que terá dito aos colegas “eles estão mortos”.

Com o passar dos minutos, o pior cenário viria a confirmar-se. Sónia, Paulo e Susana já não deram mais sinal de vida. A ajuda chegou para os procurar, mas “eu preferi não ir à procura, porque já sabia o que tinha acontecido e queria ficar com a imagem deles vivos, sobretudo da Sónia, porque sabíamos que os corpos tinham ficado carbonizados, restaram só as ossadas”, diz Francisco, emocionado, para quem aquele momento significou o ” cancelar de todos os sonhos de algo maravilhoso” que ia acontecer entre ele e a noiva: a festa de casamento, marcada para Junho deste ano.

“Cancelei logo tudo, a quinta, a animação, acabaram-se ali todos os sonhos”, confessou, ao Programa de Júlia Pinheiro, não tendo dúvidas que “vai viver com isto para o resto da vida”. “É uma sombra, é um trauma que nunca vamos esquecer” garante o jovem bombeiro, ainda a sobreviver da dor da perda da noiva e ao mesmo tempo do cunhado, num combate desigual contra o fogo, que deixou suspensas as vidas das famílias e de toda uma comunidade que, tarde ou nunca, irá apagar a memória desta tragédia.

Mais de seis meses depois, e ciente de que “a vida tem de continuar”, a Francisco Cunha resta agora a “saudade” da noiva e a consciência de lhe “ter dito sempre tudo o que sentia por ela”.

“A vida tem de seguir, mas ela vai fazer parte da minha“, garante, questionando o “porquê a nós”, mesmo sabendo que não irá ter resposta, tal como no dia 17 de Setembro de 2024, em que “não havia som”, mas um “silêncio estranho” a tomar conta de todos.

Tags: BombeirosTábua
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