Tive o gosto de estar presente na Assembleia Municipal, num dia em que se celebrava o 25 de Abril, em que se celebrava a democracia, honrando todos aqueles que de alguma forma lutaram e contribuíram para a liberdade.
No entanto, entristece-me a forma como certos assuntos foram abordados, e na minha intervenção fiz referência a isso mesmo, uma vez que, verificamos uma oposição forte nas suas análises financeiras, mas fraca e vaga em matérias de debate importantes para o município, tais como a Saúde, os Jovens, o empreendedorismo, a Inovação e Educação. Vemos uma oposição, forte ” em apontar o dedo” ao que foi feito até então, mas também aquilo que não foi feito.
Afinal como é que ficamos, fazemos FACIT ou não fazemos? Investimos em requalificação e pavimentação ou não? Investimos na cultura e turismo? O que é verdadeiramente importante para o município?
Chorar ou lamuriar a falta de presença num boletim? Penso que não, quando na falta de presença no mesmo, compraram meio jornal ” LOCAL e INDEPENDENTE” para bajular e manipular pessoas.
Dizem-se como um grupo coeso de olhos postos no futuro, mas meus caros que futuro é esse? Com certeza não será o mesmo que ambiciono. Certamente não será um Município que responde às necessidades locais, mas que simultaneamente promove mais inovação, mais investimento e mais oportunidades.
Dizem-se importados com as pessoas, mas em nenhum momento ouvi pronunciarem-se sobre as matérias de índole social. Curiosamente só se manifestaram em assuntos orçamentais, e no dito relatório pelo respeito e garantias da oposição.
Não considerem isto como um ataque, mantenho apenas a minha preocupação na divulgação deste tipo de informação, onde se prioriza sempre polémicas em detrimento daquilo que importa verdadeiramente.
E por isso, apelo a uma maior participação de todos, em assembleias, reuniões, onde podem ver as vossas dúvidas esclarecidas, onde podem dispor problemas e inquietações, mas acima de tudo onde é feita verdadeiramente a democracia.
A pouca participação cívica, e a falta de interesse por parte de muitos, deveria ser uma preocupação. É necessário motivar os jovens, uma vez que são a voz do futuro. Mas também alertar os mais velhos para os populismos que se começam cada vez mais a afirmar.
Carolina Abreu
Presidente da Juventude Socialista de Tábua









